VÍBORAS – A ARTE DO INSULTO

Sinopse:

Texto e direção – FLAVIO MARINHO COM ALICE BORGES – ALOÍSIO DE ABREU – MARCOS BREDA E GUILHERME DELLORTO No coração de um improvável bar português chamado “Desgarrada”, entre copos, fados, lembranças e insultos disparados com a precisão de um atirador de elite, convivem personagens que já passaram dos sessenta anos, mas que continuam lutando, sonhando, amando, errando e recomeçando. Em “Víboras – A Arte do Insulto”, o humor se transforma em ferramenta de afeto e reflexão, buscando uma comédia que se pretende inteligente, emocionante e profundamente humana.

Sílvio, Luiz, Mirna e Jorge carregam suas histórias, suas cicatrizes e suas esperanças para dentro de um espaço onde o riso convive com a solidão, a amizade resiste à passagem do tempo, o amor desafia convenções e o envelhecimento surge não como um fim, mas como uma nova oportunidade de descoberta sobre si mesmos e sobre a realidade à sua volta. Entre provocações, esgrimas verbais e momentos de genuína ternura, a peça abriga personagens que se recusam a aceitar a invisibilidade que tantas vezes a sociedade impõe às pessoas maduras e à população que não segue orientação sexual geral.

Ao abordar temas como etarismo, diversidade, pertencimento, tolerância, respeito às diferenças, inclusão e convivência entre gerações distintas, “Víboras” convida o público a encarar a maturidade sob uma perspectiva saudável: não com um sentimento de perda, mas como guardiões de um patrimônio humano, cultural e afetivo. Seus protagonistas não pedem licença para existir. Eles ocupam o espaço central da cena que lhes é de direito: com dignidade, inteligência e, acima de tudo, humor.

Além de ser uma comédia, “Víboras” celebra a experiência da vida. É uma peça que procura aproximar as pessoas, estimula o diálogo entre faixas etárias distintas, fortalece e sublinha a necessidade de empatia e ainda promove a valorização daqueles que ajudaram a construir o Brasil de hoje. Visando unir um entretenimento que não nivela por baixo, nem agride a inteligência do espectador, uma dose de reflexão social e uma pitada de verdadeira emoção, o texto reafirma o poder transformador da cultura e sua capacidade de gerar pertencimento, inclusão e desenvolvimento como seres humanos e cidadãos.

POR TRÁS DE CADA GARGALHADA, EXISTE UMA PERGUNTA IMPORTANTE:

Qual a melhor forma de envelhecermos?

E por trás de cada tentativa de resposta, surge uma certeza: ninguém pode perder o direito de sonhar, amar, criar, aprender e ocupar seu lugar no mundo apenas pelo simples fato de que o mundo não foi criado apenas para os jovens. É justamente esta mensagem de valorização do indivíduo, da diversidade, da cidadania e da transformação social que faz de “Víboras – A Arte do Insulto” um projeto alinhado a temas extremamente contemporâneos, sem jamais perder o senso de humor. Divirtam-se.


Ficha técnica:

Texto e direção – Flávio Marinho

Com Alice Borges – Aloisio de Abreu – Marcos Breda e Guilherme Dellorto

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